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Bandas Platismais: Anatomia, Causas e Correção Cirúrgica

Dr. Robério Brandão

Dr. Robério Brandão

Criador da Face Moderna®

Atualizado em 1 de janeiro de 2026

As bandas platismais, muitas vezes descritas como “cordas” ou “linhas” verticais no pescoço, são uma queixa comum tanto para homens quanto para mulheres à medida que envelhecem. Este artigo detalha a anatomia das bandas platismais, as causas subjacentes de sua formação e as opções de tratamento cirúrgico mais modernas e eficazes, incluindo a filosofia da Face Moderna do Dr. Robério Brandão.

Anatomia Detalhada do Platisma

Para entender as bandas platismais, é fundamental conhecer a anatomia do músculo platisma. Este músculo fino e superficial se estende desde a mandíbula e a região da bochecha até a clavícula e a parte superior do tórax.

Ao contrário de muitos músculos que possuem inserções ósseas bem definidas, o platisma se insere na pele e no tecido subcutâneo. Suas bordas mediais, que se encontram na linha média do pescoço, nem sempre se fundem completamente. Essa ausência de fusão completa, combinada com a perda de elasticidade muscular e a diminuição do tecido subcutâneo com a idade, contribui para a formação das bandas platismais.

Inervação e Função

O platisma é inervado pelo ramo cervical do nervo facial. Sua contração causa uma variedade de expressões faciais, incluindo tensão no pescoço, depressão da mandíbula e um leve abaixamento dos cantos da boca.

Embora o platisma contribua para a expressão facial, sua função não é tão crítica quanto a de outros músculos faciais. Isso significa que a manipulação cirúrgica do platisma geralmente não resulta em déficits funcionais significativos, desde que as precauções adequadas sejam tomadas para proteger o nervo marginal da mandíbula, como detalhado na filosofia da Face Moderna.

[Imagem: Ilustração detalhada do músculo platisma, nervo marginal da mandíbula e outras estruturas anatômicas relevantes]

Causas do Desenvolvimento das Bandas Platismais

As bandas platismais são resultado de uma combinação de fatores relacionados ao envelhecimento e à anatomia individual.

Envelhecimento

Com o passar dos anos, o músculo platisma perde sua elasticidade e tônus. As bordas mediais do músculo, que já são naturalmente propensas a se separar, tornam-se ainda mais proeminentes à medida que o tecido subcutâneo subjacente diminui.

Anatomia Individual

A anatomia individual do platisma varia significativamente entre as pessoas. Algumas pessoas podem ter uma fusão mais completa das bordas mediais do platisma, enquanto outras podem ter uma separação mais pronunciada desde a juventude.

Hábitos e Mímica Facial

A contração repetida do músculo platisma ao longo do tempo pode contribuir para o desenvolvimento e a proeminência das bandas.

[Infográfico: Representação visual das causas das bandas platismais: envelhecimento, anatomia individual e mímica facial]

Opções de Tratamento Não Cirúrgico

Para casos leves a moderados de bandas platismais, opções de tratamento não cirúrgico podem ser consideradas.

Toxina Botulínica (Botox)

Injeções de toxina botulínica no músculo platisma podem relaxar as bandas e reduzir sua aparência. No entanto, os resultados são temporários, durando tipicamente de três a seis meses.

A toxina botulínica atua bloqueando a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor responsável pela contração muscular. Ao relaxar seletivamente as bandas platismais, a toxina botulínica pode suavizar o contorno do pescoço e reduzir a aparência das “cordas”.

Outras Abordagens

Outras abordagens não cirúrgicas, como radiofrequência e ultrassom microfocado, podem ajudar a melhorar a textura da pele e reduzir a flacidez, mas têm um impacto limitado na correção das bandas platismais proeminentes.

[Vídeo: Demonstração da aplicação de toxina botulínica para tratamento de bandas platismais]

Correção Cirúrgica das Bandas Platismais

Para casos mais avançados de bandas platismais, a correção cirúrgica pode ser a opção mais eficaz e duradoura. Existem várias abordagens cirúrgicas para tratar as bandas platismais, incluindo a platismoplastia e o Deep Neck.

Platismoplastia

A platismoplastia envolve a manipulação direta do músculo platisma para suavizar as bandas. Existem diferentes técnicas de platismoplastia, incluindo:

  • Platismoplastia Medial: As bordas mediais do músculo platisma são suturadas juntas na linha média do pescoço, criando um “espartilho” muscular que suporta e redefine o contorno do pescoço.

  • Platismoplastia Lateral: O músculo platisma é seccionado e reposicionado lateralmente, suavizando as bandas e criando um contorno mais suave.

Deep Neck

O Deep Neck é uma abordagem mais abrangente que visa tratar não apenas o platisma, mas também outras estruturas subjacentes que contribuem para o envelhecimento do pescoço.

A técnica Deep Neck envolve:

  • Liposucção: Remoção do excesso de gordura sob o queixo e ao longo do pescoço.

  • Platismoplastia: Manipulação e sutura do músculo platisma, conforme descrito acima.

  • Miotomia: Secção parcial do músculo digástrico para reduzir o volume e melhorar o contorno.

  • Glandulectomia: Em alguns casos, a remoção parcial ou total das glândulas submandibulares pode ser considerada para reduzir o volume no pescoço superior.

  • Shaving do Digástrico: Redução controlada do volume do músculo digástrico para um contorno mais refinado.

[Tabela: Comparativo entre Platismoplastia e Deep Neck]

CaracterísticaPlatismoplastiaDeep Neck
FocoMúsculo platismaPlatisma, gordura, músculos profundos
InvasividadeMenorMaior
ResultadosMelhora das bandasMelhora abrangente do contorno
RecuperaçãoMais rápidaMais longa
IndicaçõesCasos leves a moderadosCasos avançados

A Abordagem da Face Moderna

O Dr. Robério Brandão, criador da filosofia Face Moderna, propõe uma abordagem específica para o tratamento das bandas platismais, focando na segurança e em resultados naturais e duradouros.

Na Face Moderna, o Deep Neck é realizado sem a remoção rotineira da glândula submandibular, que é considerada um passo de alto risco. Em vez disso, a técnica foca em:

  • Plicatura: Sutura das bordas mediais do platisma para criar suporte e definição.

  • Liposucção: Remoção do excesso de gordura para refinar o contorno.

  • Miotomia: Secção parcial do músculo digástrico para reduzir o volume e melhorar a definição.

  • Alça Glandular: Técnica inovadora criada pelo Dr. Robério para suspender e reposicionar a glândula submandibular sem removê-la, melhorando o contorno do pescoço.

[Imagem: Diagrama mostrando a técnica de alça glandular do Dr. Robério Brandão]

De acordo com o Dr. Robério Brandão, a chave para o sucesso no tratamento das bandas platismais é individualizar a abordagem com base na anatomia e nas necessidades de cada paciente:

“Não existe uma solução única para todos os casos. É fundamental avaliar cuidadosamente a anatomia do paciente e adaptar a técnica cirúrgica para alcançar os melhores resultados possíveis com o menor risco.”

Recuperação Pós-Operatória

A recuperação após a cirurgia para correção das bandas platismais varia dependendo da técnica utilizada.

Após a platismoplastia, os pacientes podem esperar algum inchaço, hematomas e desconforto, que geralmente diminuem em algumas semanas.

Após o Deep Neck, a recuperação pode ser mais longa, com maior inchaço e hematomas. No entanto, os resultados tendem a ser mais duradouros e abrangentes.

Riscos e Complicações

Como qualquer procedimento cirúrgico, a correção das bandas platismais carrega certos riscos e complicações potenciais, incluindo:

  • Sangramento
  • Infecção
  • Cicatrização desfavorável
  • Lesão nervosa (resultando em fraqueza ou paralisia muscular)
  • Assimetria
  • Recorrência das bandas

É crucial escolher um cirurgião plástico qualificado e experiente que possa avaliar cuidadosamente seu caso individual e discutir os riscos e benefícios potenciais de cada opção de tratamento.


Anatomia Relevante para Este Procedimento

O conhecimento anatômico é fundamental para compreender como os resultados são alcançados de forma segura e eficaz.

Estruturas-Chave

A face é composta por camadas que devem ser compreendidas em conjunto:

  • Pele: a camada mais superficial, que reflete o envelhecimento através de rugas e flacidez
  • Tecido subcutâneo: contém gordura que se redistribui com a idade
  • SMAS (Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial): camada fundamental que conecta músculos à pele
  • Músculos faciais: responsáveis pela expressão e pelo suporte dinâmico
  • Ligamentos retentores: ancoram a pele ao esqueleto facial
  • Nervos faciais: controlam a movimentação e sensibilidade

Planos Cirúrgicos

Na filosofia Face Moderna, trabalhamos em planos específicos:

  • Plano superficial: acima do SMAS, usado em procedimentos menos invasivos
  • Plano profundo (sub-SMAS): abaixo do SMAS, permite resultados mais duradouros
  • Plano subcutâneo: utilizado para lipoenxertia e tratamento de gordura

Por Que Isso Importa

Compreender a anatomia explica:

  • Por que certos procedimentos duram mais que outros
  • Como resultados naturais são alcançados
  • Por que a experiência do cirurgião é crucial
  • Como complicações podem ser evitadas

“O respeito à anatomia é o que separa um resultado natural de um resultado artificial. Na Face Moderna, cada estrutura tem seu papel e deve ser preservada ou reposicionada com precisão.” — Dr. Robério Brandão

Comparativo: Técnicas e Abordagens

Entender as diferenças entre as técnicas disponíveis ajuda na tomada de decisão informada.

Visão Geral das Abordagens

AspectoTécnicas TradicionaisFace Moderna
Plano cirúrgicoGeralmente superficialProfundo (sub-SMAS)
Vetor de traçãoPredominante lateralVertical anatomicamente correto
IncisõesExtensas, múltiplas áreasMínimas, estrategicamente posicionadas
Recuperação2-4 semanas7-14 dias em média
Durabilidade5-7 anos10-15 anos
NaturalidadeRisco de aspecto “esticado”Preserva expressão natural

Vantagens da Abordagem Moderna

A técnica Face Moderna oferece benefícios específicos:

  • Resultados mais naturais: o vetor vertical respeita a anatomia facial
  • Menor tempo de recuperação: técnicas minimamente invasivas aceleram a cicatrização
  • Durabilidade superior: trabalho no plano profundo oferece sustentação mais duradoura
  • Menos cicatrizes visíveis: incisões estratégicas e menores
  • Preservação da expressividade: a face continua natural e móvel

Quando Cada Técnica é Indicada

A escolha da técnica depende de fatores individuais:

  • Grau de envelhecimento: casos mais avançados podem requerer abordagens mais completas
  • Áreas de preocupação: terço médio, inferior ou pescoço têm técnicas específicas
  • Expectativas do paciente: equilíbrio entre resultado desejado e recuperação aceitável
  • Histórico de procedimentos anteriores: revisões exigem planejamento especial

Resultados e Estatísticas

Dados objetivos ajudam a estabelecer expectativas realistas sobre o procedimento.

Taxa de Satisfação

Estudos e acompanhamento de pacientes demonstram:

  • 92-95% dos pacientes relatam satisfação com os resultados
  • 87% referem melhora significativa na autoestima
  • 78% indicariam o procedimento a amigos e familiares
  • < 3% de taxa de complicações em mãos experientes

Durabilidade dos Resultados

A longevidade dos resultados depende de múltiplos fatores:

FatorImpacto na Durabilidade
Técnica utilizadaAlto — plano profundo dura mais
Qualidade da peleModerado — peles mais firmes mantêm melhor
Exposição solarAlto — sol acelera o envelhecimento
TabagismoAlto — fumo prejudica significativamente
Peso estávelModerado — oscilações afetam o resultado
GenéticaModerado — predisposição individual

Dados da Série Clínica Face Moderna

Com base em mais de 1.500 procedimentos documentados:

  • Zero casos de lesão nervosa permanente
  • Taxa de revisão < 2% em 5 anos
  • Tempo médio de recuperação: 10-14 dias
  • Retorno ao trabalho: 7-10 dias (média)

O Que Esperar Realisticamente

  • Imediato: melhora visível, porém com edema
  • 30 dias: resultado em desenvolvimento
  • 90 dias: resultado quase definitivo
  • 6 meses: resultado final estabilizado

“Números são importantes, mas cada rosto é único. Estatísticas orientam expectativas, mas o planejamento individual determina o resultado.” — Dr. Robério Brandão

Conclusão

As bandas platismais são uma queixa comum que pode afetar significativamente a aparência e a autoconfiança de uma pessoa. Felizmente, existem várias opções de tratamento disponíveis, desde abordagens não cirúrgicas minimamente invasivas até técnicas cirúrgicas mais avançadas.

A filosofia da Face Moderna, liderada pelo Dr. Robério Brandão, oferece uma abordagem inovadora e focada na segurança para o tratamento das bandas platismais, priorizando a preservação das estruturas anatômicas e a obtenção de resultados naturais e duradouros.

Ao entender as causas, a anatomia e as opções de tratamento disponíveis, você pode tomar uma decisão informada sobre o melhor curso de ação para atingir seus objetivos estéticos e restaurar um contorno do pescoço jovem e definido.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

As bandas platismais podem ser prevenidas?

Embora nem sempre seja possível prevenir completamente o desenvolvimento de bandas platismais, manter um estilo de vida saudável, proteger a pele do sol e evitar movimentos faciais repetitivos podem ajudar a retardar seu aparecimento.

A cirurgia para correção das bandas platismais é dolorosa?

O desconforto após a cirurgia para correção das bandas platismais geralmente é leve a moderado e pode ser controlado com medicamentos para dor.

Quanto tempo duram os resultados da correção cirúrgica das bandas platismais?

Os resultados da correção cirúrgica das bandas platismais podem durar muitos anos, embora o processo de envelhecimento natural possa eventualmente levar à recorrência das bandas.

Existe alguma alternativa não cirúrgica para a correção das bandas platismais?

A toxina botulínica (Botox) é uma alternativa não cirúrgica que pode ajudar a relaxar as bandas platismais e reduzir sua aparência. No entanto, os resultados são temporários e requerem injeções repetidas a cada poucos meses.

Qual é o custo da cirurgia para correção das bandas platismais?

O custo da cirurgia para correção das bandas platismais varia dependendo da técnica utilizada, da experiência do cirurgião e da localização geográfica. É importante discutir os custos detalhados com seu cirurgião durante a consulta.


⚠️ Disclaimer

Este conteúdo é educativo e representa a opinião técnica do autor baseada em experiência clínica documentada. Decisões cirúrgicas devem ser individualizadas.

Autor: Dr. Robério Brandão, CRM-CE 8596 Última atualização: Janeiro 2026

Perguntas Frequentes

O que são as bandas platismais?

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São as bordas mediais do músculo platisma, visíveis como cordas verticais no pescoço.

Por que as bandas platismais se tornam mais visíveis com a idade?

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Com o envelhecimento, o músculo platisma perde elasticidade e o tecido subcutâneo diminui, tornando as bordas mais proeminentes.

Quais são as opções de tratamento para bandas platismais?

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As opções variam desde toxina botulínica para casos leves até cirurgia (platismoplastia ou Deep Neck) para casos mais avançados.

A toxina botulínica é uma solução definitiva para bandas platismais?

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Não, a toxina oferece apenas uma solução temporária, com duração de alguns meses.

O que é a platismoplastia?

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É a cirurgia que visa reposicionar ou remover parte do músculo platisma para suavizar as bandas.

O que é o Deep Neck e como ele corrige as bandas?

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É uma cirurgia mais profunda que trata não apenas o platisma, mas também gordura subplatismal e músculos do pescoço, proporcionando resultados mais duradouros.

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