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Endomidface vs Deep Plane: Comparativo Técnico

Dr. Robério Brandão

Dr. Robério Brandão

Criador da Face Moderna®

Atualizado em 1 de janeiro de 2026

A busca pelo rejuvenescimento facial ideal leva cirurgiões e pacientes a explorar diversas técnicas, cada qual com suas nuances, vantagens e limitações. Entre as opções mais discutidas, o Endomidface e o Deep Plane se destacam como abordagens que visam resultados duradouros através do tratamento em planos profundos da face. Mas qual a melhor escolha para cada caso?

Este artigo oferece um comparativo técnico completo entre as duas técnicas, analisando em detalhes o acesso cirúrgico, os planos de tratamento, a segurança, a curva de aprendizado, os resultados estéticos esperados e a filosofia por trás de cada abordagem. Ao final, você terá um guia conciso para tomar a decisão mais informada e oferecer o melhor tratamento para seus pacientes.


O Que é o Endomidface?

O Endomidface, especialmente na filosofia Face Moderna desenvolvida pelo Dr. Robério Brandão, é uma técnica de lifting facial minimamente invasiva que foca no reposicionamento do terço médio da face.

Ao contrário de técnicas que tracionam a pele superficialmente, o Endomidface atua em um plano profundo, elevando e remodelando as estruturas subjacentes para um resultado mais natural e duradouro.

Principais Características do Endomidface:

  • Acesso por incisões discretas na região temporal, escondidas no couro cabeludo
  • Descolamento em plano sub-SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial)
  • Reposicionamento vertical dos tecidos do terço médio
  • Recuperação geralmente mais rápida que as técnicas tradicionais

[Imagem: Ilustração esquemática mostrando o acesso temporal e o plano sub-SMAS no Endomidface]

O Que é o Deep Plane?

O Deep Plane Facelift, por sua vez, é uma técnica mais invasiva que também atua em um plano profundo, mas com uma abordagem diferente.

O objetivo é liberar os ligamentos retentores da face e reposicionar os tecidos em bloco, restaurando o volume e a projeção perdidos com o envelhecimento.

Principais Características do Deep Plane:

  • Acesso por incisões maiores, geralmente ao redor da orelha
  • Descolamento em um plano profundo, abaixo do SMAS e dos ligamentos retentores
  • Reposicionamento dos tecidos em bloco, restaurando o volume e a projeção
  • Resultados geralmente mais duradouros, mas com recuperação mais longa

[Imagem: Ilustração esquemática mostrando o acesso ao redor da orelha e o plano de descolamento no Deep Plane]


Comparativo Técnico Detalhado

Para auxiliar na escolha entre as técnicas, apresentamos um comparativo detalhado dos principais aspectos técnicos:

AspectoEndomidfaceDeep Plane
Acesso CirúrgicoIncisões discretas na região temporal (couro cabeludo)Incisões maiores, geralmente ao redor da orelha
Plano de DescolamentoSub-SMAS, com foco no terço médioPlano profundo, abaixo do SMAS e dos ligamentos retentores
ReposicionamentoVetor vertical, elevando os tecidos do terço médioReposicionamento em bloco, restaurando volume e projeção
Ligamentos RetentoresNem sempre necessita liberação completa, dependendo do casoLiberação completa é essencial para o reposicionamento
Tempo CirúrgicoGeralmente mais curto, variando de 2 a 4 horasGeralmente mais longo, podendo ultrapassar 4 horas
RecuperaçãoMais rápida, com retorno social em cerca de 7 a 10 diasMais longa, com inchaço e hematomas mais pronunciados
CicatrizesMenores e mais discretas, escondidas no couro cabeludoMaiores e mais visíveis, ao redor da orelha
ResultadosMais sutis e naturais, com foco no terço médioMais dramáticos e duradouros, com melhora global da face
RiscosMenor risco de lesão nervosa, mas pode não ser suficiente para casos de flacidez severaMaior risco de lesão nervosa, mas pode ser necessário para casos de flacidez severa
Curva de AprendizadoMais curta, com técnica mais acessívelMais longa, exigindo maior experiência e conhecimento anatômico
CustoGeralmente menor, devido ao menor tempo cirúrgico e menor necessidade de equipamentos sofisticadosGeralmente maior, devido ao maior tempo cirúrgico e maior necessidade de equipamentos sofisticados
Ideal paraPacientes com flacidez leve a moderada do terço médio, que buscam resultados naturais e recuperação rápidaPacientes com flacidez severa e perda de volume, que buscam resultados dramáticos e duradouros, e estão dispostos a um período de recuperação mais longo
SMASAcessa o SMAS móvel, contornando áreas de fibroseAtravessa o SMAS fixo, com maior risco em áreas de fibrose

Segurança: Um Fator Decisivo

A segurança é sempre a prioridade máxima em qualquer procedimento cirúrgico.

Embora ambas as técnicas sejam consideradas seguras quando realizadas por cirurgiões experientes, o Endomidface apresenta algumas vantagens em relação ao Deep Plane:

Endomidface:

  • Menor risco de lesão nervosa, devido ao acesso menos invasivo e ao descolamento em um plano mais superficial
  • Menor risco de sangramento e hematoma, devido ao menor tempo cirúrgico e menor manipulação dos tecidos

Deep Plane:

  • Maior risco de lesão nervosa, devido ao acesso mais invasivo e ao descolamento em um plano mais profundo
  • Maior risco de sangramento e hematoma, devido ao maior tempo cirúrgico e maior manipulação dos tecidos

IMPORTANTE: A escolha da técnica deve ser individualizada, levando em consideração a anatomia do paciente, o grau de flacidez e os objetivos estéticos.

[Infográfico: Comparativo visual dos riscos e benefícios de cada técnica]

Endomidface e a “Supercola Biológica”

Um ponto crucial na escolha da técnica é a crescente prevalência de pacientes com histórico de preenchimentos e bioestimuladores faciais.

Esses produtos podem causar fibrose e aderência dos tecidos, tornando o descolamento mais difícil e aumentando o risco de lesão nervosa.

Nesse cenário, o Endomidface apresenta uma vantagem significativa, pois o acesso por cima permite contornar a área de fibrose, minimizando o risco de complicações.

Nas palavras do Dr. Robério Brandão: “O Endomidface é a técnica mais segura para operar a face moderna, que frequentemente apresenta fibrose devido a procedimentos estéticos prévios.”


Resultados: Sutileza ou Transformação?

Ambas as técnicas podem proporcionar resultados notáveis, mas com nuances distintas.

Endomidface:

  • Foco em resultados mais sutis e naturais
  • Melhora do contorno e projeção do terço médio
  • Suavização das linhas de expressão
  • Rejuvenescimento do olhar, com elevação da pálpebra inferior
  • Resultados mais discretos, ideais para quem busca um “refresh” sem grandes transformações

Deep Plane:

  • Foco em resultados mais dramáticos e transformadores
  • Reposicionamento global dos tecidos faciais
  • Correção da flacidez e da perda de volume
  • Melhora significativa do contorno da mandíbula e do pescoço
  • Resultados mais impactantes, ideais para quem busca um rejuvenescimento completo

[Tabela comparativa lado a lado com fotos de antes e depois de cada técnica, mostrando os resultados típicos]

IMPORTANTE: A escolha da técnica deve ser alinhada com as expectativas do paciente, buscando um resultado que harmonize com suas características individuais.


Curva de Aprendizado e Expertise

A curva de aprendizado é um fator importante a ser considerado, especialmente para cirurgiões em início de carreira.

Endomidface:

  • Técnica mais acessível e com curva de aprendizado mais curta
  • Ideal para cirurgiões que buscam uma introdução segura e eficaz à cirurgia facial profunda

Deep Plane:

  • Técnica mais complexa e com curva de aprendizado mais longa
  • Exige maior conhecimento anatômico e experiência cirúrgica
  • Ideal para cirurgiões experientes em busca de resultados transformadores

O Dr. Robério Brandão, criador da filosofia Face Moderna e da técnica Endomidface, oferece um programa de treinamento completo para cirurgiões que desejam dominar a técnica com segurança e eficiência. Saiba mais aqui.


Qual Técnica Escolher?

A escolha entre Endomidface e Deep Plane depende de uma série de fatores, incluindo:

  • Grau de flacidez e perda de volume
  • Anatomia facial do paciente
  • Objetivos estéticos
  • Expectativas em relação ao tempo de recuperação
  • Experiência e expertise do cirurgião

Em geral, o Endomidface é uma excelente opção para:

  • Pacientes com flacidez leve a moderada
  • Pacientes que buscam resultados naturais e sutis
  • Pacientes que desejam uma recuperação mais rápida
  • Pacientes com histórico de preenchimentos e bioestimuladores

O Deep Plane, por sua vez, pode ser mais adequado para:

  • Pacientes com flacidez severa e perda de volume
  • Pacientes que buscam resultados dramáticos e duradouros
  • Pacientes dispostos a um período de recuperação mais longo

[Vídeo: Dr. Robério Brandão explicando como escolher a técnica ideal para cada paciente]

Para finalizar, a decisão final deve ser tomada em conjunto com o paciente, após uma avaliação completa e uma discussão honesta sobre os riscos, benefícios e limitações de cada técnica.


Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual a principal diferença entre Endomidface e Deep Plane?

O Endomidface acessa o plano profundo por cima, enquanto o Deep Plane acessa pela lateral.

Qual técnica é mais segura para pacientes com bioestimuladores?

Endomidface, pois contorna a área de fibrose, ao contrário do Deep Plane.

Qual técnica tem recuperação mais rápida?

Endomidface, com retorno social em cerca de 7-10 dias.

Qual técnica oferece resultados mais duradouros?

Ambas podem ter resultados duradouros, mas o Endomidface entrega um resultado mais natural.

Qual a curva de aprendizado de cada técnica?

Endomidface tem curva mais curta (16-30 casos). Deep Plane requer mais experiência.

Preciso de endoscópio para fazer Endomidface?

Não. Endomidface por Visão Direta dispensa o uso de endoscópio.



Sinais de Alerta no Pós-Operatório

Conhecer os sinais de alerta permite identificar precocemente qualquer complicação e agir rapidamente.

Quando Procurar o Cirurgião Imediatamente

Alguns sinais exigem avaliação médica urgente:

  • Sangramento ativo que não cessa com compressão leve por 10-15 minutos
  • Febre acima de 38°C, especialmente se acompanhada de calafrios
  • Dor intensa e súbita não controlada com a medicação prescrita
  • Assimetria abrupta — inchaço muito maior de um lado pode indicar hematoma
  • Alteração de cor da pele — palidez ou escurecimento em áreas específicas
  • Secreção purulenta com odor desagradável

Sinais Normais (Não se Preocupe)

Estes sintomas são esperados e não requerem preocupação:

  • Edema moderado nos primeiros dias, especialmente pela manhã
  • Equimoses (manchas roxas) que mudam de cor progressivamente
  • Formigamento ou dormência temporária na área operada
  • Sensação de repuxamento à medida que os tecidos cicatrizam
  • Pequenas assimetrias temporárias devido ao edema irregular
  • Dificuldade para sorrir ou movimentar a face nos primeiros dias

Protocolo de Segurança

Em caso de dúvida, siga este protocolo:

  1. Documente — tire fotos e anote os sintomas
  2. Contate — ligue para a equipe do cirurgião
  3. Não automédique — evite medicações não prescritas
  4. Mantenha a calma — a maioria das intercorrências é manejável

“Na Face Moderna, cada paciente recebe um canal de comunicação direta para emergências. Segurança não é luxo, é prioridade.” — Dr. Robério Brandão


O Que Esperar: Timeline de Recuperação

A recuperação é uma jornada que exige paciência e cuidados específicos em cada fase. Conhecer o que esperar ajuda a reduzir a ansiedade e otimizar os resultados.

Primeiras 24-48 Horas

Este é o período mais delicado. É normal apresentar:

  • Edema moderado a intenso: o inchaço é máximo neste período
  • Equimoses: manchas roxas podem aparecer e são parte natural da cicatrização
  • Desconforto controlável: a dor é geralmente leve a moderada, controlada com analgésicos prescritos
  • Necessidade de repouso absoluto: evite movimentos bruscos e mantenha a cabeça elevada

Primeira Semana (Dias 3-7)

A partir do terceiro dia, você começará a notar melhorias progressivas:

  • O edema começa a diminuir gradualmente
  • As equimoses mudam de cor (roxo → verde → amarelo)
  • Pontos e curativos podem ser removidos conforme orientação médica
  • Atividades leves podem ser retomadas com cautela

Semanas 2-4

Fase de transição importante:

  • Retorno gradual às atividades sociais e profissionais
  • Edema residual ainda presente, mas menos perceptível
  • Resultado começa a se definir, embora ainda não seja definitivo
  • Massagens de drenagem linfática podem ser indicadas

Meses 1-3

O resultado final se consolida progressivamente:

  • Tecidos se acomodam em sua posição definitiva
  • Cicatrizes amadurecem e se tornam menos visíveis
  • Sensibilidade retorna gradualmente ao normal
  • Resultado final visível entre 3-6 meses

“A paciência é fundamental. O resultado final de um procedimento facial só pode ser avaliado após 6 meses, quando todos os tecidos já se estabilizaram.” — Dr. Robério Brandão

Perguntas Essenciais na Consulta

Uma consulta bem aproveitada é fundamental para o sucesso do procedimento. Prepare-se com as perguntas certas.

Sobre a Experiência do Cirurgião

  1. “Quantos procedimentos similares ao meu caso você já realizou?” — Volume de casos é indicador de experiência
  2. “Posso ver fotos de antes e depois de pacientes com características semelhantes às minhas?” — Resultados reais são a melhor referência
  3. “Qual sua formação específica em cirurgia facial?” — Especialização faz diferença nos resultados

Sobre a Técnica Proposta

  1. “Por que você recomenda esta técnica específica para o meu caso?” — Entenda o racionamento clínico
  2. “Quais são as alternativas e por que esta é a melhor opção?” — Compare abordagens
  3. “Onde ficarão as cicatrizes e como evoluem com o tempo?” — Expectativas realistas

Sobre Riscos e Recuperação

  1. “Quais são os riscos mais comuns e como são manejados?” — Transparência é essencial
  2. “Quanto tempo ficarei afastado das atividades normais?” — Planejamento adequado
  3. “Que tipo de anestesia será utilizada?” — Segurança anestésica
  4. “Qual o protocolo de acompanhamento pós-operatório?” — Suporte contínuo

Sinais de um Bom Cirurgião

  • Responde suas dúvidas com clareza e paciência
  • Mostra resultados reais de casos anteriores
  • Discute riscos de forma transparente
  • Não promete resultados irrealistas
  • Tem equipe e estrutura adequadas

Conclusão

Tanto o Endomidface quanto o Deep Plane são técnicas valiosas para o rejuvenescimento facial. A escolha da melhor opção deve ser individualizada, considerando as necessidades e expectativas de cada paciente, bem como a expertise do cirurgião.

O Dr. Robério Brandão, criador da filosofia Face Moderna e da técnica Endomidface por Visão Direta, oferece um programa de treinamento completo para cirurgiões que desejam dominar a técnica com segurança e eficiência. Saiba mais aqui.

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⚠️ Disclaimer

Este conteúdo é educativo e representa a opinião técnica do autor baseada em experiência clínica documentada. Decisões cirúrgicas devem ser individualizadas.

Autor: Dr. Robério Brandão, CRM-CE 8596 Última atualização: Janeiro 2026

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre Endomidface e Deep Plane?

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O Endomidface acessa o plano profundo por cima, enquanto o Deep Plane acessa pela lateral.

Qual técnica é mais segura para pacientes com bioestimuladores?

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Endomidface, pois contorna a área de fibrose, ao contrário do Deep Plane.

Qual técnica tem recuperação mais rápida?

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Endomidface, com retorno social em cerca de 7-10 dias.

Qual técnica oferece resultados mais duradouros?

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Ambas podem ter resultados duradouros, mas o Endomidface entrega um resultado mais natural.

Qual a curva de aprendizado de cada técnica?

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Endomidface tem curva mais curta (16-30 casos). Deep Plane requer mais experiência.

Preciso de endoscópio para fazer Endomidface?

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Não. Endomidface por Visão Direta dispensa o uso de endoscópio.

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